Comentários: série A Seleção (Kiera Cass)


O que me levou a ler A Seleção na época foi a premissa comparável a Jogos Vorazes encontra America's Next Top Model, mas eu estava mais interessada na parte ANTM da coisa. Lembro que comecei a leitura sem esperar muita coisa além de algo que me divertisse, e mesmo com alguns altos e baixos, a série acabou virando uma das minhas preferidas. Tem vestidos bonitos, sabotagem, barracos e me divertiu. Só preciso disso pra ser feliz.


Todos os comentários trazem alguns spoilers sobre os livros, mas acho que a essa altura do campeonato todo mundo (até quem não leu) já tem uma noção das coisas que acontecem. De qualquer maneira, fica aqui o aviso. As compras feitas pelos links indicados geram uma pequena comissão ao blog.


A SELEÇÃO
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Na época em que ele saiu por aqui, as pessoas ficaram confusas se era romance ou distopia. Considerando que a parte política dele é super secundária e quase não é desenvolvida fora daquelas informações necessárias pra se ter um contexto do que diabos tá acontecendo e porquê, desapeguei desse lado "distópico" e foquei naquilo que realmente me interessava: os vestidos, as brigas e os barracos. Não fiquei decepcionada nesse quesito. Meu maior problema com ele foi a falta de apego ao trio maravilha Maxon/America/Aspen. Gostei de alguns traços da personalidade da America e de algumas atitudes dela, mas Aspen achei um porre logo no começo e Maxon me pareceu meio banana. Não fiquei nada surpresa quando vi que a personagem que tinha ganho meu coração era Celeste, a selecionada malvada e esnobe. Uma coisa meio Regina George. Como não tive apego ao trio maravilha, acabei achando o romance meio chato, mas não foi nada que estragasse a experiência, até porque Kiera Cass é muito boa em te prender na leitura. E repito: vestidos, brigas e barracos. Não preciso muito mais do que isso pra ser feliz.

A ELITE
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Não entendi muito bem a insistência em tentar manter suspense em cima de quem America escolheria. Pra mim sempre foi bem claro que a escolha seria Maxon, então todas as partes de A Elite em que ela passa confusa sobre quem ama de verdade só me fizeram revirar os olhos. Celeste continuou de longe a personagem mais interessante pra mim, e Aspen continuou um porre tão grande e Maxon continuou um banana tão banana que comecei a shippar America e Celeste. Dei uma sofridinha pela Marlee, a selecionada melhor amiga da America, e por Carter, e taí um casal que não merecia ter sofrido daquele jeito. Nesse livro também dá pra ter uma ideia melhor da dinâmica do palácio, mas no geral a ideia que ele passa é bem de ponte entre o começo da história no primeiro livro e o fim no terceiro. Tive a impressão de que os acontecimentos dele podiam ter sido divididos entre o primeiro e o terceiro livro, transformando a trilogia em duologia. Mas talvez eu tenha essa impressão porque não comprei muito o romance do trio maravilha e não achei a indecisão da America convincente. De qualquer maneira, nada disso tornou o segundo livro ruim.

A ESCOLHA
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O plot político avança com uma maior participação dos rebeldes, mas sem tirar o protagonismo do romance. As selecionadas que sobraram começam a mostrar mais do que animosidade entre elas, surgindo um clima de amizade bem bonitinho que incluiu até Celeste!, e eu estava até que bem de boa com o rumo que as coisas estavam tomando. Então deu a impressão de que lembraram que o livro precisava terminar e decidiram resolver tudo - TUDO! - em 33 páginas. O final acabou ficando apressado, nenhuma explicação foi satisfatória, as soluções encontradas para alguns conflitos pareceram preguiçosas e fáceis demais. E eu nunca vou superar o que Kiera fez com relação à Celeste. Nada descreve meu ódio de ver uma personagem receber todo um arco de redenção pra no final das contas tomar um tiro no meio da testa e todo mundo esquecer disso 2 páginas depois. Entendi o que havia por trás da ideia de pelo menos uma das selecionadas morrer, mas fiquei com a má impressão de que a autora redimiu a Celeste só pra morte dela causar algum tipo de choque. O epílogo ser gasto em um pedaço do casamento de America e Maxon me pareceu meio desperdício, podiam ter feito disso um capítulo normal mesmo e usado o epílogo pra algo como "alguns anos depois". Terminei a trilogia bem insatisfeita.

A HERDEIRA
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Adorei a Eadlyn. Ela é arrogante mas ao mesmo tempo insegura em alguns momentos, além de ter plena consciência de suas capacidades e do fato de que vai ser rainha um dia. Achei que ela se encaixa bem naquele tipo de protagonista criada sem a pretensão de ser agradável. Aquele que a gente fica até meio puta quando percebe que tem coisas em comum. A ideia da seleção ser feita com 35 pretendentes homens à mão da princesa também foi ótima, principalmente pela má vontade inicial de Eadlyn a ter que se submeter a isso por achar que poderia muito bem ser rainha sem precisar de um rei. Uma pena que essa seleção acontece quase por chantagem emocional da personagem mais improvável possível, que acabou ficando completamente descaracterizada. Os selecionados "principais" (os que recebem mais destaque) foram bem escolhidos a ponto de eu desejar fervorosamente que a Kiera liberasse a Eadlyn pra casar com todos eles. Obviamente isso não ia acontecer, bem como a certeza da princesa de que não precisava de rei pra governar também não ia durar muito, mas considerando que esse livro precisava de romance, acabei meio que me conformando na marra. E assim como os 3 livros antecessores, todo mundo é extremamente hetero, e acho que aqui foi perdida uma ótima oportunidade de colocar pelo menos uma mulher na competição pela mão da Eadlyn (eu tenho na minha cabeça o headcanon de que a Eadlyn é bi, 'ces me deixem ser feliz). Achei boa a maneira como a Kiera apresenta a parte do peso da opinião pública (o povo não gosta da Eadlyn) pro jogo político.

A COROA
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Ao mesmo tempo em que gostei bastante de A Coroa, também não tenho tanta coisa pra falar dele. Continuei gostando muito da Eadlyn, ainda que a evolução da personagem não tenha ido na direção que eu queria, mas não podemos ter tudo na vida. Levando em consideração os rumos que a história obviamente tomaria, não dá pra dizer que não gostei. Tive a impressão de que parte desse livro foi mais ou menos o que A Elite devia ter sido, mas a dinâmica entre Eadlyn e seus meninos é bem mais interessantes que a de Maxon e as selecionadas. E eu continuei secretamente querendo que ela casasse com todo mundo. Ou que ficasse sozinha e pudesse governar sem rei. Obviamente nada disso ia rolar, e confesso que errei minha aposta sobre com quem ela ficaria no final (o que foi uma grande evolução se comparar com o quanto sempre foi óbvio pra mim que America ficaria com Maxon). Esse também foi o livro em que a autora lembrou que pessoas lgbt existem. No geral a série toda pecou MUITO nessa representação, que só foi aparecer mesmo quase a partir da metade de A Coroa e mesmo assim foi muito pouca e muito por cima, mas pra ser sincera eu não esperava muito mais do que isso. Não sei se é impressão minha ou algo meio "padrão", mas livros assim tendem a exalar heterossexualidade por todos os poros, então talvez seja por isso que desde o princípio eu já sabia que não podia esperar muita coisa nesse quesito. Fora isso, posso dizer que terminei A Coroa bem satisfeita com o final. Mas ainda não superei a Celeste. Provavelmente nunca vou.

FELIZES PARA SEMPRE
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Antes desse livro de contos foi lançado um chamado Contos da Seleção, que reunia os contosO príncipe e O guarda, e como a Kiera lançou outros contos depois, todos eles foram condensados num volume só, chamado de Felizes para sempre. Além dos pontos de vista de Aspen e Maxon, temos contos da rainha Amberly, da Marlee, de Lucy e cenas com a Celeste, além de um epílogo extra de A Escolha e um breve resumo do que aconteceu com algumas das selecionadas depois de A Escolha. Queria ver algo desse tipo com os meninos da Eadlyn. Mas esse é bem um livro extra mesmo, ler ou não vai depender mais do grau de curiosidade do leitor mesmo. É material extra, não exatamente necessário.


6 comentários :

  1. Só li o comentário do primeiro livro porque ainda quero ler essa série, mas não cheguei nem perto dela na minha pilha de leitura nos últimos dias. Gostei da vibe Regina George com barracos e vestidos. QUERO. Nem sempre a pessoa tem que ler só clássicos pra ser feliz - e eu peguei gosto por livros bobinhos e divertidos ♥

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    1. O bom é que a leitura dele é super rápida, 'ce vai dar conta em um dia se duvidar!

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  2. Seu comentário "(...) acho que aqui foi perdida uma ótima oportunidade de colocar pelo menos uma mulher na competição pela mão da Eadlyn" me fez lembrar de Shoujo Kakumei Utena, um anime/manga do final dos anos 90 que tinha exatamente essa situação. Conhece? Saiu o manga aqui uns bons anos atrás.
    Ainda não li nada de Seleção, apesar de já ter os 4 primeiros livros. Eu tenho muita curiosidade pela série por todo hype que tem em cima, mas sempre que penso em "triângulo amoroso" me dá uma canseira. =/

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    1. Não conheço mas já tô jogando no google xD olha o triângulo de A Seleção não é dos mais insuportáveis, dá pra ignorar/fazer leitura dinâmica nessas partes!

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  3. Li a Seleção exatamente pelo motivo que você falou. A premissa de Jogos Vorazes.
    Mas, não sei o porque, eu parei de ler.
    Mas, com esses resumos, reacendeu minha vontade, e como sou ninja em desviar de spoilers... Quase não sei nada

    Beijos,

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    1. Tenta dar uma segunda chance pra ele, quem sabe dessa vez a leitura engrena... que bom que os resumos fizeram efeito xD

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