7 perfis literários para seguir no instagram


Fora o projeto fotográfico da Loma e fora uma ou outra foto aleatória, meu instagram se resume a livros e gatos (meu tumblr também, aliás). Não ligo tanto assim pras resenhas ou recomendações: se tem foto bonita, eu posso perder um tempão fuçando. Tags são a minha perdição. Se tem gato e livro na mesma foto, eu sou capaz de passar longos momentos constrangedores olhando pra mesma imagem.

Como eu gosto quando as pessoas perdem a compostura junto comigo, separei 7 perfis literários pra seguir e fuçar no instagram.


O perfil coloca fotos de usuários com os marcadores lindos da loja

Tudo colorido e temático e lindo


Amo/sou o perfil dela no instagram e no tumblr



Subway book review
Fotos do que as pessoas lêem no metrô




Dog book club
LIVROS E CACHORROS <3 <3 <3

Uma foto publicada por #dogbookclub (@dogbookclub) em


Cat book club
LIVROS E GATOS <3 <3 <3

Uma foto publicada por CATS ONLY (@catbookclub) em


perfectionpages
O feed é todo lindo e harmônico




Quem tiver mais indicações, só deixar aí no comentários ou em alguma outra rede social do blog <3 E quem quiser fuçar o instagram aqui do blog, só clicar aqui <3 

Abandonamento de coisas devia ser esporte olímpico


E a medalha de ouro provavelmente seria minha, pela capacidade de abandonar coisas que ainda nem comecei.


Tenho cadernos e bloquinhos lindos que comprei pra coisas específicas e nunca usei, e não tenho nenhuma desculpa pra isso. Nenhuma. A ideia martelou na minha cabeça, eu olhei pra ela e... nada. Nem meu pessimismo eu posso culpar, porque boa parte dessas coisas abandonadas não foram um caso de "não vai dar certo mesmo". Foi apenas um grande, enorme NOPE.

Uns anos atrás, tinha lido sobre o Q&A a day, que tem basicamente a ideia de responder uma pergunta por dia durante 5 anos, pra ir acompanhando as respostas ao longo dos anos e etc e tal. Resolvi tentar porque why not, não é mesmo? Não era algo impossível, sabe. A maioria das perguntas era coisa de menos de uma linha. Algumas até com respostas monossilábicas, se eu quisesse. Então comprei. Acabei levando também o One line a day, que seria manter, também durante 5 anos, uma espécie de diarinho: cada dia uma frase ou resuminho do seu dia, numa espécie de diarinho de gente que não tá muito afim de preencher muitas páginas e se contenta com 6 linhas curtinhas.

O One line a day eu adiei eternamente. o Q&A a day eu cheguei a começar e fazer direito por algumas semanas, mas fui atrasando, esquecendo alguns dias, depois alguns meses. Largava, voltava, largava de vez, no final das contas ele virou a representação esburacada de um enorme desastre em 3 anos. Não ficaria surpresa se quem lesse pensasse que sofro de amnésia.

Tenho um livro chamado 642 things to write about, que é pra estimular a criatividade e a escrita. São 642 sugestões de coisas pra você escrever sobre/desenvolver, que vão de uma cena sobre infância de algum personagem qualquer até uma discussão entre piratas. Cada sugestão tem um espaço específico pra escrever, então o número de linhas que você tem pra isso varia. Não precisa seguir ordem. Não precisa usar todo dia. Aparente não precisa usar nunca, porque é basicamente isso que eu fiz.

Também tenho o Listografia. pra preencher listas. Por enquanto as listas foram preenchidas com vários nadas. Mesmo caso do My bibliofile, preenchido com um total de zero livros (poderia me defender dizendo "ah mas eu fazia as resenhas no blog" mas né. Nope).

Eu tenho um monte de batons bonitos e outras coisas assim e pretendia começar a usar todo dia pra ficar em casa mesmo pra testar se faz alguma diferença na auto-estima e etc, mas nem arrumar a gaveta onde isso tudo fica eu arrumei. Mais fácil usar tudo isso pra colorir Livro de Colorir de Adulto.

Tinha começado o projeto fotográfico lá do Sernaiotto, o The Fabulous Project, mas só consegui ir até o dia 12 (e mesmo assim, teve dias em que tive que postar duas fotos pra compensar o dia anterior que eu tinha esquecido).

Ideias de coisas pra criar, pra escrever, pra vestir e afins, não há limites pro que eu posso largar antes mesmo de começar a fazer.


Decidi então ter um pouquinho de vergonha na cara (só um pouquinho, pra não ficar mal acostumada) e retomar algumas dessas coisas. O Q&A a day já era algo perdido mesmo, então aproveitei que a Intrínseca lançou por aqui com o nome de Uma pergunta por dia e comprei um novo. Dei uma deslizada esquecendo um ou dois dias, mas consegui recuperar a tempo. Comecei em 1º de Janeiro mesmo, e por enquanto ele segue devidamente preenchido. Mesma coisa com o One line a day, que agora provavelmente vai servir pra documentar meus Dias Bons e Dias Ruins, já que na sexta-feira voltei a tomar remédio pra depressão. E mesmo fazendo alguns comentários/resenhas por aqui, meu My bibliofile vai ser usado nem que eu tenha que copiar as informações do meu Goodreads. O projeto fotográfico eu vou correr pra colocar em dia #oremos.

Vamos ver por quanto tempo isso tudo vai durar.

Ah. Eu quase abandonei esse post.

Libib e o ápice da procrastinação produtiva


Não lembro se vi no twitter ou em algum post do tumblr, mas era algo mais ou menos como o ápice da procrastinação produtiva ser você começar a fazer uma coisa pra evitar fazer outra.


Então eu tinha que terminar post pra Pólen, fazer post aqui e escrever outras coisas. As outras coisas eu preciso esperar alguns dias pra poder me concentrar direito, então fico por enquanto esquematizando o que precisa. O post pra Pólen tava com o esqueleto pronto. Post pra cá precisava ser feito. Então o que eu fiz?

Obviamente, nada disso. E lá fui eu me perder nos links do Book Riot, por culpa da Tassi do Nem um pouco épico. Daí que um dos últimos posts de lá era uma lista dos posts mais acessados da semana, e um desses links levava pra um post indicando aplicativos pra coisas livrísticas. Então resolvi testar um deles, no caso pra catalogar meus livros. Pra isso, eu precisava primeiro limpar a estante. Tanto a limpeza quanto a catalogação eram coisas que eu precisava fazer já tem um tempinho, então taí o ápice da procrastinação produtiva. Yay.

Já uso um aplicativo relacionado a livros, o do Goodreads, e gosto bastante dele. Poderia usar pra catalogar os livros? Poderia. Mas eu uso o Goodreads pra achar coisas pra ler, capas bonitas e manter histórico de leitura, então queria achar outro aplicativo que fosse mesmo só pra deixar salvo o que eu tenho. Eu juro que na minha cabeça isso fez sentido. Então resolvi usar o Libib.

Depois de criar a conta, é só criar a biblioteca com o nome que você quiser e escolher se prefere colocar os livros manualmente ou usando o scan pra código de barra deles. Usei o scan pra ver como era, e é bem mais fácil. Por enquanto cataloguei uma estante, e por enquanto ele só não achou um livro infantil que eu vou ter que colocar manualmente (obviamente os livros sem código de barras também vão ser colocados na marra mesmo).

Depois disso, dá pra colocar classificação (sistema de até 5 estrelas, e dá pra colocar meia estrela!), tags, editar as informações, colocar data de início e término da leitura e outras informações. Tudo isso dá pra fazer pelo app, mas também tem como fazer pelo computador mesmo (que eu achei um pouco mais prático).

Acho que os únicos defeitos que vi no app por enquanto é que ele não mostra as capas dos livros a não ser que você clique neles, e não dá pra deixar o mesmo livro em mais de uma biblioteca. Por exemplo, não dá pra ter uma chamada "tenho" e uma "na fila" e ter o mesmo livro nas duas. Dá pra resolver isso usando as tags ou deixando as listas todas separadas, mas achei meio chato. Ah, e não tem em português, então isso pode ser um empecilho pra quem não fala a língua. De qualquer maneira, vou continuar usando por um bom tempo.



E no final das contas, limpar/catalogar as estantes ficou um trabalho meio sacal, então o que eu fiz? Larguei as estantes e vim fazer o post pro blog.

Procrastinação produtiva é essa maravilha mesmo.

Comentários: série Cretino Irresistível (Christina Lauren)


É meio estranho falar em Christina Lauren como se fosse uma pessoa só sendo que eu sei que são duas (Christina Hobbs e Lauren Billings), mas isso é algo que vou ter que aprender a conviver.

Acho que a última vez que me apeguei dessa maneira a uma série longa foi com Os Bridgertons, da Julia Quinn, sendo que dessa ainda não li o volume 5 nem o 6. Não costumo gostar de séries que vão muito além de trilogias. Foi por isso que desisti de Os Instrumentos Mortais: tinha terminado o 2 e ia comprar o 3 quando a autora anunciou que teria mais 3. Amo livros únicos. Amo duologias e trilogias. Quando entra no quatro livro... a vontade de continuar acaba sumindo.

Começar uma série que sei que vai ser longa depende muito de qual meu grau de curiosidade/vontade de ler. Continuar uma série que inicialmente era de x livros e de repente vai ser x+1 ou mais depende do quanto ainda quero saber o que continua acontecendo ou se já desenvolvi com ela uma espécie de síndrome de estocolmo literária. Quero começar The Raven Cycle da Maggie Stiefvater (4 livros) por ter boas recomendações dela e porque simpatizo com a autora. Continuo lendo A Seleção da Kiera Cass (5 livros mais os contos) mas ainda não sei se é porque gosto muito ou porque já entrei no piloto automático com a autora (saiu coisa, eu leio). A questão é: fora poucas exceções, eu evito séries longas o máximo possível porque na maioria dos casos sei que perderei o interesse antes de terminar, e odeio quando isso acontece.

Aí surge Cretino Irresistível com seus 9 livros (os normais e os contos que acontecem entre um livro e outro). E eu já li os 8 lançados aqui no Brasil, quero logo o próximo e me pergunto se vai ter mais porque: quero. E já planejo ler o spin-off (na verdade não tenho certeza se é spin-off, mas personagens de Cretino Irresistível aparecem nela), que por enquanto já tem 4 livros. Não sei se é porque a leitura é fácil e rápida, ou porque cada livro tem começo, meio e fim e foca em um casal diferente, não parecendo cansativo como uma série em que você precisa ler o próximo, mas não me importa quantos livros essa série vai ter: eu vou ler todos.

O mundo às vezes não faz muito sentido mesmo.

Os comentários trazem spoilers sobre as tramas dos livros, mas gente, alguém realmente espera grandes surpresas? Ah, quando o que teoricamente é o último livro sair, eu atualizo esse post colocando aqui também. Por enquanto vou deixar só a capa em inglês mesmo. As compras feitas pelos links indicados geram uma pequena comissão ao blog.



1 - CRETINO IRRESISTÍVEL
cultura | saraiva | submarino | amazon
O primeiro livro da série usou um dos meus clichês preferidos em romance: se odeiam mas se pegam, eventualmente ficam juntos - a parte boa é que os xingamentos continuam mesmo depois que eles não se odeiam mais e ficam juntos. Sempre acabo fazendo leitura dinâmica nas cenas de sexo de livros eróticos, mas essas interações entre Chloe e Bennet são divertidíssimas. Numa resenha que a Bells fez no Goodreads sobre um dos livros da outra série da autora, ela comenta sobre a Christina Lauren desenvolver os personagens através/nas cenas de sexo, e acho que isso se aplica a essa série também. As cenas não estão lá porque é um livro erótico e elas precisam existir. Elas servem pra alguma coisa. É meu livro preferido e meu casal preferido da série.

1,5 - CRETINA IRRESISTÍVEL
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Basicamente é uma historinha que acontece entre o livro 1 e o 2 da série. Chloe e Bennet andam com pouco tempo pra se verem e, quando conseguem, sempre tem alguma coisa pra atrapalhar. Os dois não conseguem nem planejar uma viagem sem acontecer algum problema no meio. Precisa ler esse pra poder ler o 2? Não. Precisa ler esse? Não. Mas é curto, é divertido, então não vejo muito motivo pra pular. Se não me engano, a viagem que acontece aqui é mencionada mais pra frente, mas a autora sempre dá o contexto, então o leitor não tá perdendo nada importante. Mas aconselho que, se resolver ler, então que leia na ordem.

2 - ESTRANHO IRRESISTÍVEL
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Sara Dillon e Max Stella são muito amor. É engraçado que a situação mais comum de se encontrar por aí em livros eróticos (pelo menos nos que li ou pelo menos li a sinopse, então posso estar enganada) é o cara dizer que só quer sexo e só isso. Aqui não. Quem decide que quer só sexo sem compromisso e ainda dita as regras é a Sara. Obviamente isso não dá certo por muito tempo, até porque a gente quer é que os dois fiquem juntos logo. Se em Cretino irresistível o combustível de Chloe e Bennet é irritação, o de Sara e Max é sexo em lugares públicos e vídeos e fotografias deles nesses momentos. Não ficaria surpresa se eles começassem a simplesmente fazer sexo no meio da rua mesmo. A expressão "manda nudes" parece ter sido feita pra eles.

2,5 - PAIXÃO IRRESISTÍVEL
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Historinha entre o livro 2 e o 3, envolvendo a despedida de solteiro do Bennet. Mesmo caso do Cretina irresistível. Precisa ler? Não. Vai perder coisa importante? Não. Mas esse vale bem mais a pena do que o Cretina irresistível, talvez porque envolva muito mais personagens do que Bennet e Chloe, então a bagunça é maior. Inclusive, se eu fosse o Will, teria enfiado a mão na cara de Max e Bennet.

3 - PLAYBOY IRRESISTÍVEL
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É o livro que menos gostei, mas isso não significa que seja ruim. Não é. É que ele é cansativo. Dava fácil pra cortar umas 100 páginas aí. Will Sumner e Hanna Bergstrom são o clichê do "playboy ajuda a mocinha nerd e sem vida social a ser mais livre, leve e solta". Ela decide começar a viver um pouco mais, então pede a ajuda dele. Ele vai lá e ajuda. Sentimentos ficam confusos, ela acha que não sabe o que quer mas sabe sim, ele sabe o que quer mas não sabe se ela quer, e o leitor fica com vontade de trancar os dois num porão até que acertem os ponteiros. Hanna é tão adorável e sem filtro verbal que dá vontade de guardar num potinho.

3,5 - NOIVA IRRESISTÍVEL
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Historinha entre os livros 3 e 4. Dos livros intermediários, achei esse o mais sem graça, mas é o mesmo caso de Playboy irresistível: não é ruim, só não tem tanta graça quantos os outros. Finalmente estamos no casamento de Chloe e Bennet, e Bennet tem a maravilhosa ideia de que ele e Chloe não vão fazer sexo no fim de semana da cerimônia, até estarem devidamente casados. Chloe resolve que vão sim. Só que ao invés de criarem uma situação engraçada em que Chloe tenta seduzir o noivo e não consegue e o noivo quer morrer porque quer pegar a noiva mas não quer dar o braço a torcer e quebrar a promessa, eles se pegam o tempo todo, em todos os lugares, com todas as mãos e bocas e etc, então não entendi bem o propósito. Podia ter só mostrado os milhões de problemas que acontecem até o casamento acontecer mesmo.

3,6 - SEMPRE IRRESISTÍVEL
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Outra historinha entre o 3 e o 4, e acho que, dos intermediários, é meu preferido. Em Playboy irresistível ficamos sabendo que Sara está grávida, e em Sempre irresistível vemos um pouco da vida de Sara, Max e a bebê Annabel. O casal exibicionista mais amável do mundo anda com alguns probleminhas pra botar a vida sexual nos eixos, mas com a ajuda dos migos e das migas acabam arrumando um tempo pra fazer as coisas funcionarem como eram antes. Mas até isso acontecer vários desastres se acumulam, que vão desde batidas de carro até vazamento de leite materno molhando vestido no meio de restaurante.

4 - SURPRESA IRRESISTÍVEL
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O livro 4 traz o irmão de Max, Niall Stella, e quebra o padrão de "preto e branco com título colorido pros livros, capa de fundo colorido pros intermediários", mas tô tentando não me apegar a isso. Niall acabou de sair de um casamento com a única mulher com quem ficou a vida inteira, desde a adolescência, e Ruby (beautiful cinnamon roll, too good for this world, too pure) sempre teve uma crush no vice-presidente bonitão. Niall não sabe muito o que fazer no geral porque nunca esteve com outra mulher além da ex-esposa, e o casamento era bem meh, e a Ruby decide dar a ele o tempo que ele precisa pra se sentir seguro pra fazer sexo com outra pessoa (mas mãos, bocas e buracos são utilizados, então tipo... que?). Obviamente as coisas não dão exatamente certo. Inclusive chegam a rolar ladeira abaixo em determinado momento e Niall tem que consertar a merda que fez. É um dos meus preferidos da série.

4,5 - CHEFE IRRESISTÍVEL
cultura | saraiva | submarino | amazon
Mais uma historinha extra. Queria ter lido um pouquinho mais sobre a cerimônia de casamento de Will e Hannah (queria detalhes do vestido, sou dessas), e gostei bastante de como foi feita a abordagem da carreira de Hannah. Sendo ela a pessoa foda que é e recebendo propostas pra chefiar laboratórios das melhores universidades de tudo que é canto, e sendo mais fácil pra Will trabalhar de qualquer lugar, nada mais natural que os dois se mudassem pra onde Hannah decidisse trabalhar. Só que ela fica toda confusa pra analisar coisas, Will não sabe se deve ou não dar algum palpite porque tem lugares em que ele não gostaria de morar mas também não quer pressionar a Hannah, e achei legal como os dois acabam encontrando um meio-termo que se encaixa nas necessidades do casal mas ainda assim mantendo a decisão final nas mãos da Hannah, afinal é todo o futuro profissional foda dela em jogo.

edit 26/07
VAI TER MAIS UM LIVRO!

Eu devia ter fuçado no Goodreads antes! Lá fala que esse vai ser a series finale e o casal da vez é Jensen, irmão da Hannah, e Pippa, a amiga e colega de trabalho de Londres da Ruby. Já tem a capa em inglês, pode ser que mude mais pra frente, mas duvido um pouco.

(tô bem animada por ter mais um livro da série mas meu deus aquela imagem lá de cima com as capas juntas deu um baita trabalho pra fazer porque sou lerda AGORA VOU TER QUE FAZER DE NOVO QUANDO LANÇAR EU NÃO ACREDITO NISSO EU QUERO FALAR COM A GERÊNCIA)




edit 22/02
Esqueci de botar qual vai ser a capa nacional!







22 anos é tempo pra caralho


Essa semana fui encontrar uma amiga que mora fora do país já tem uns bons anos. A Mariana veio com o marido visitar os pais dela e conseguimos separar um dia pra colocar um pouco da conversa em dia, já que somos duas palhaças com cérebros que acham que é ok pegar o arquivo "preciso responder essa mensagem" e guardar na pasta "mensagem enviada", então nos falamos bem menos do que poderíamos. Mas nesse dia nós saímos, junto com outra amiga. Quando cheguei em casa, fui fazer as contas pra saber há quanto tempo a gente se conhecia, já que ela é minha amiga mais antiga. Demorei mais do que devia pra fazer as contas porque sou péssima com datas, e não conseguia lembrar de jeito nenhum em que ano tinha feito a segunda série (agora é terceiro ano, acho? Não sei? Não me importa?). Minha conclusão foi que eu conheço a Mari há 22 anos.

Vinte
e
dois
anos.

wow

Vinte e dois anos atrás, o pescoço da Priscilla ainda nem sustentava a cabeça dela.

Meu irmão, que hoje tem quase um metro e noventa de altura e já está no segundo ano da faculdade, nem sequer existia ainda.

A Bruna Marquezine também não.

O Yahoo! também ainda não tinha sido criado.

O Neymar ainda não sabia nem falar a palavra "bola".

É estranho pensar que tem alguém fora da minha família que eu conheço há tanto tempo assim. Se é comum que, ao longo da vida, amizades feitas do ensino médio pra trás sejam perdidas por falta de contato, imagina aquelas que você faz quando ainda tá começando a ler Monteiro Lobato?

VINTE E DOIS ANOS. Acho que nunca na vida nenhum relacionamento meu vai ser tão longo quanto isso.

Eu devo ter feito alguma coisa muito certa aí no meio.







2016 chegou e não sabe o que tá acontecendo


Meu final de ano foi uma coisa meio season finale de um seriado bem meh que você assiste por ter com ele uma coisa meio síndrome de estocolmo, aí surge um plot twist muito louco nos últimos 5 minutos e você junta o resto do fandom pra começar as teorias enquanto a temporada nova não começa. E eu costumo ter um bom histórico com séries assim, que você continua assistindo sem ter certeza de porque tá fazendo isso com você mesma. Revenge assisti até o fim mesmo dizendo ao final de todo episódio que aquele seria o último. Grey's Anatomy já perdi as contas de quantas vezes larguei e voltei, e meio que já desisti de tentar largar. Big Bang Theory acho que é a coisa mais próxima de guilty pleasure que eu tenho, mas essa tenho fé que uma hora consigo largar de vez (já tô quase 2 temporadas atrasada, acho que é um bom sinal). Teen Wolf eu consegui largar. Acho.

2016, ao olhar em volta
De qualquer maneira, consigo imaginar 2016 chegando no portão de casa e pensando "ok, eu posso lidar com isso", até olhar em volta e dar de cara com uma maratona de Brooklyn 99 (total de 43 episódios em 2 dias e meio), um monte de poeira e papel sujo pelo chão, pelo de gato por todos os lados, procrastinação e Neko Atsume.

Dá quase pra visualizar 2016 virando as costas, falando "...nope" e indo embora.

2016, amigo, vem cá. Se eu não tenho escolha, você também não tem.