PLACAS TECTÔNICAS


›› autora: Margaux Motin
›› editora: Nemo
›› ISBN: 9788582862841
›› onde comprar: cultura | saraiva | submarino | amazon
›› livro enviado de cortesia
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Sinopse: Aos 35 anos, Margaux Motin narra os erros e acertos que abalaram sua existência em páginas repletas de humor e realidade. (...) Quando continentes internos convergem, a saída é aprender a lidar com os pequenos desastres da vida e reencontrar o equilíbrio.

Acho que a única coisa mais assustadora do que mudar por vontade própria é mudar porque as coisas à sua volta mudaram e você não tem opção a não ser acompanhar e se adaptar à nova situação. É mais ou menos nesse contexto que Margaux Motin se encontra em Placas Tectônicas. O divórcio, a filha pequena, o novo amor, as amigas, a família, o trabalho, Margaux vai lidando com tudo isso como uma malabarista brincando, mas a brincadeira no caso é com tochas e a malabarista em questão não tem tanta certeza assim se está jogando as coisas pros lados certos. Mas acho que o importante é que ela está jogando as coisas, mesmo que se queime de vez em quando. Ou que precise de ajuda pra brincar, e essa ajuda provavelmente vai vir regada a vinho e saias de tule.

De certa forma, ler a Margaux me lembrou a experiência de ler meu adorado Hyperbole and a half da Allie Brosh e Mulheres alteradas da Maitena Burundarena. Lembrou a Allie por essa vibe de que viver é esse negócio que ninguém tem muita certeza de como faz, mas vai fazendo como dá enquanto não sai algum tutorial no youtube. E a Maitena por conseguir retratar de maneira direta e bem humorada situações pelas quais toda mulher uma hora acaba passando.




A HQ não é separadinha em quadros, as ilustrações ficam soltas pelas páginas e dão a sensação de que a Margaux realmente faz o que quiser, na vida e nas páginas do livro. O desenho dela também é todo bonitinho, e amei todas as aparições da filha dela, que é tão direta quanto a mãe.

Acho que se eu pudesse, dava essa HQ de presente para todas as mulheres que eu conheço, incluindo para aquelas que não gostam de HQ ou não costumam ler. Tive a impressão de ser um bom começo para isso, inclusive. É sempre legal começar a ler alguma coisa que a gente não está acostumada por alguma coisa com a qual a gente tenha algum tipo de identificação, e posso garantir que somos todas Margaux.

Já coloquei na lista de melhores leituras desse ano.


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