FORTUNATELY, THE MILK


›› autor: Neil Gaiman
›› ilustrador: Skootie Young
›› editora: Harper
›› ISBN: 9780062295156
›› número de páginas: 113
›› onde comprar: cultura
›› título no Brasil: Felizmente, o leite
›› editora: Rocco
›› onde comprar em português: cultura | saraiva | submarino | amazon
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Sinopse: Com a mãe fora de casa em uma conferência e uma terrível falta de leite na geladeira pro café da manhã, fica a cargo do pai ir até o mercado e resolver o problema. Quando ele demora demais pra voltar, precisa explicar aos filhos o que aconteceu.

Como a Rocco publicou esse livro por aqui com o título de Felizmente, o leite, resolvi repostar aqui a resenha dele. Porque é lindo, é fofo, tem dinossauros cientistas e todo mundo precisa disso na vida de vez em quando.

Já tem um bom tempo que eu estou bem de boa com o fato de que Neil Gaiman consegue escrever qualquer coisa pra qualquer público. Adulto, adolescente, criança, não importa - sempre sai coisa boa, e com Fortunately, the milk não foi diferente.

A ideia do livro é exatamente o que está na sinopse: a mãe está viajando e sobra para o pai ir atrás do leite das crianças (que acabou e todo mundo sabe que não se come cereal com, sei lá, suco de laranja), e como demora para voltar, precisa explicar o que aconteceu. O que se segue é uma série de acontecimentos absurdos que envolvem dinossauros falantes, viagens no tempo, vampiros, piratas e uma jarra de leite com fortes tendências a se desequilibrar e quase quebrar. As ilustrações em preto e branco ajudam a dar o clima da história que o pai vai contando, ainda que os filhos não pareçam muito inclinados a acreditar em uma única palavra. Eu sinceramente não acreditaria.

Uma das coisas maravilhosas que Neil Gaiman consegue fazer, aliás, é contar os maiores absurdos com a cara mais lavada do mundo, porque o pai da história não se enrosca em ponto algum e, quando termina o relato, tudo fica bem amarradinho. Só que fica a grande dúvida dos filhos: tudo que ele contou é verdade ou não? A resposta é contada na ilustração de página dupla do final, mas eu não vou contar, apesar da vontade ser grande. Porque ainda que o final não seja tão inesperado, com alguns elementos que o livro nos dá, não deixa de ser um pequeno plot twist.


Esse livro é perfeito pra faixa etária de 9 a 12 anos - pros mais novos se alguém quiser ler pra eles, e pros mais velhos porque why not?. Mas quem quiser ler em inglês mesmo, pode ir sem problemas porque o nível dele não é difícil, não. Aliás, pode ser um bom começo pra quem quer começar a se arriscar a ler em inglês.


›› outras resenhas

A Melina resenhou no Serendipity uma versão com ilustrações do Chris Riddell

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