Fui atacada duas vezes pela mesma barata e estou profundamente ofendida


Considerando que meu horário de sono virou desses em que vou dormir 8 da manhã, acordo cerca de meio-dia, fico com vontade de morrer e volto a dormir até 5 da tarde, acordando mais ou menos nesse horário e depois ficando emputecida por ter perdido a tarde toda sendo que eu podia consertar tudo isso tomando o remédio que meu psiquiatra tinha recomendado para regular meu sono mas consertar problemas de maneira prática, QUEM FAZ ISSO, MINHA GENTE? Então madrugada é o horário em que fico com mais fome. E, por causa disso, entro e saio da cozinha milhões de vezes.

Então eu tô lá, de boa no meu canto, curtindo a insoniedade na porta da cozinha, prestes a entrar, quando cai alguma coisa na minha cabeça.

A primeira coisa que passou pela minha cabeça (pun not intended) foi que era uma lagartixa. E como não costumo ter medo de lagartixa, bati a mão na bichinha e joguei pra longe. E a bichinha voou na parede.

Lagartixas não voam. Pelo menos acho que não, posso estar errada, as coisas evoluem com muita rapidez hoje em dia e com esses escândalos de leite com soda cáustica e carne com ácido e papelão, e aqui em casa a gente toma fanta uva, então vai saber que tipo de mutação elas podem apresentar.

A questão é que o que voou na parede não era uma lagartixa. Era uma barata.

O que significava que o que tinha caído na minha cabeça não era uma lagartixa.

Era uma barata.



E eu morri um pouquinho por dentro quando lembrei que não tinha mais inseticida, então entrei na cozinha correndo, fechei a porta e fiquei um tempo lá, esperando para ver se a desgraçada sumia.

Não sumiu. Quando abri a porta para sair, ela estava no mesmo lugar. Então saí correndo e as coisas ficaram por isso mesmo.

Só que um tempo depois me deu fome de novo. E eu, com aquela ingenuidade das pessoas que às vezes têm alguns ataques de burrice e acham que as coisas não podem piorar, deduzi que talvez a barata não estivesse mais lá.

Fui até perto da porta e olhei, meio de longe. Nada de barata. Ótimo. Me aproximei da porta. A barata surgiu do nada e voou no meio da minha cara.

A
BARATA
VOOU
NO
MEIO
DA
MINHA
CARA.


Desviei por milímetros da morte certa, desisti de entrar na cozinha e voltei correndo pro quarto, mas minha alma ficou na porta da cozinha mesmo.

Primeiro eu fiquei assustada.

Então eu fiquei puta.

Depois decidi que estava ofendida.

Ok ela ter pulado na minha cabeça da primeira vez, provavelmente estava no teto e foi cagada do destino ela ter caído. Acontece. Paciência. Mas ela VOOU NA MINHA CARA depois.

Eu não fiz NADA pra merecer isso. Não ataquei com inseticida, não bati com a vassoura, NADA. Eu só queria um pacote de bolacha e fui vítima dessa violência desmedida.

A gente não pode se sentir segura nem dentro da própria casa. Absurdo.




Leituras de Fevereiro/2017


Acabou que em Fevereiro li mais do que tinha pensado. Esse começo de ano anda bem produtivo pra leituras, pena que o resto da minha vida não segue a mesma direção HAHAHA HA ha.


ENFIM.

Por aqui teve a continuação do post sobre livros que poderiam virar minisséries e eu continuo fazendo pensamento positivo pra que A cabeça do santo um dia se torne uma. Falando em A cabeça do santo, teve a resenha dele e a Socorro Acioli foi indicada com esse livro ao LA Times Book Prizes! Também teve no blog um post-resumão de comentários sobre a série A Seleção da Kiera Cass. Tem spoilers, mas o post ficou bonitinho então 'bora dar uma olhada. O último post do mês foi um leve desabafo no estilo cuidado com a burra.

Também tô aos poucos dando uma ajeitadinha no instagram do blog pra deixar mais bonitinho e acabei criando um pessoal pra não misturar as bagaça. Então no @mareskawho tem fotos de livros e coisas do blog (AH VÁ!) e no @maremaremrsk um monte de coisa aleatória (provavelmente muita foto de gato e pato).

Das leituras feitas. Nada tá na ordem porque esqueci de colocar.


1 - AFTERWORLDS
Scott Westerfeld
Esse foi a última resenha daqui, reitero que todo mundo devia ler, Westerfeld é lindo, Westerfeld é amor.

2 - FELIZES PARA SEMPRE
Kiera Cass
Do livro de contos da série A Seleção sem dúvida o melhor de todos é da Celeste maravilhosa (não te perdoei nem nunca vou, Kiera). Tem mais sobre ele no post de comentários da série toda.

3 - A COROA
Kiera Cass
A Eadlyn é uma protagonista bem mais legal que a America. Também tem mais sobre ele no post de comentários da série toda, igual ao Felizes para sempre aí de cima.

4 - CHEFE IRRESISTÍVEL
Kiera Cass
No final das contas o casal que eu menos gosto da série tem o livro extra que provavelmente é o mais legal. No post de comentários da série tem mais sobre ele.

5 - TRINTA E POUCOS
Antonio Prata
As crônicas me divertiram (principalmente as que ele menciona os filhos), mas não consegui não comparar com o Nu, de botas. E nessa comparação, Trinta e poucos saiu perdendo. Tá longe de ser ruim, mas achei que ia me divertir nível Nu, de botas, e isso acabou não acontecendo. Acho que o problema tava no que eu esperava, e não no livro em si.

6 - SALT
Nayyirah Waheed
Não errei a capa não, é essa mesmo. Salt é um livro de poesia que fala sobre identidade, amor, vida, sensação de pertencimento, tudo isso relativo à cultura negra. Achei bem pouco sobre a autora no google, mas encontrei o suficiente pra achar o livro maravilhoso e ela maravilhosa e eu não sei comentar poesia, então vou colar aqui um comentário que achei no goodreads: "the collection is a beautiful expression of black culture, the darkness, the light, and all of the colors in between black and white. It is edgy, profound, and unapologetic in its brutal honesty." (link do comentário aqui). Li em ebook e por enquanto não tem em português, mas bem que podia.

7 - NINGUÉM ESCREVE AO CORONEL
Gabriel García Márquez
Esse na verdade foi uma releitura, porque já tinha lido na época da faculdade, mais ou menos 3 encarnações atrás. Até hoje só li dois livros do Gabo, esse e Memórias de minhas putas tristes, e esse do coronel eternamente esperando algo no correio e tentando sobreviver num ambiente hostil e modorrento que poderia bem se chamar Onde Judas Perdeu as Botas é meu preferido. Não é um livro pra quem gosta de ação porque praticamente nada "acontece" de fato e a história dá um misto de nervoso/angústia, mas talvez seja exatamente por isso que gosto tanto dele. Futuramente pretendo consertar essa falha no meu caráter de ter lido tão pouca coisa do Gabo.

8 - ALÉM DOS TRILHOS
Mika Takahashi
Apoiei essa HQ sem texto no Catarse por causa de um post no facebook da Carol Christo e porque tinha achado os desenhos da autora lindíssimos. Aí a HQ chegou, eu li e... assim... O TANTO QUE EU FIQUEI EMOCIONADA. O TANTO QUE EU CHOREI. O TANTO QUE A HISTÓRIA É BONITA E SENSÍVEL. O TANTO QUE EU ME APEGUEI A ESSE COELHO FALTANDO UMA PECINHA E TENTANDO PREENCHER A PECINHA FALTANDO. Essa HQ me deu sentimentos comparáveis aos que sinto toda vez que releio The missing piece meets the big O do Shel Silverstein, que aqui no Brasil saiu pela Cosac. E quem me conhece bem sabe o tanto de feelings que eu tenho por esse livro do Silverstein. Já declaro desde já que Além dos trilhos é uma das coisas mais bonitas e emocionais que eu li esse ano.




O Fevereiro de vocês rendeu? Meu Março só sei que vai ser bem cheio: comecei Menina Má, do William March numa edição lindíssima pela Darkside, pretendo ler My sister rosa da Justine Larbalestier dona do meu coração e espero ter tempo pra We have always lived in the castle da Shirley Jackson - os 3 livros giram em torno de crianças psicopatas e/ou assassinas. Outro plano pra esse mês é começar Deuses Americanos do Neil Gaiman, mas não sei se vai ser terminado ainda em Março. Também tenho deadline pra cumprir, o que é ótimo porque me obriga a escrever na marra e eu escrevo melhor sob pressão (a Pólen que o diga, já que entrego os textos sempre tudo em cima da hora DESCULPA PÓLEN NÃO DESISTE DE MIIIIIIIIIIIIIIM!). Vocês já têm planos leiturísticos ou algo mais pra Março?

BOA SORTE GENTE, HORÓSCOPO DA SUSAN MILLER JÁ TÁ NO SITE DELA E ESSA SENHORA NÃO SE DECIDIU SE MEU MÊS VAI SER PRODUTIVO OU SE EU VOU MORRER, COMO QUE PROCEDE UM NEGÓCIO DESSES?


AFTERWORLDS


›› autor: scott westerfeld
›› editora: Simon & Schuster
›› ISBN: 9781481435055
›› número de páginas: 599
›› onde comprar: cultura | amazon
›› título no brasil: além-mundos
›› editora: galera record
›› onde comprar em português: cultura | saraiva | amazon
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sinopse: Depois de ter escrito seu primeiro livro em um mês, Darcy Patel fecha com uma grande editora e se muda para Nova York para realizar seu sonho de viver de escrita - pelo menos por um tempo. Lizzie, depois de um ataque terrorista num aeroporto, acaba atravessando o véu que separa o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Lizzie é a protagonista do livro de Darcy, e as duas vão juntas aprender a lidar com a vida, o universo  e etc.

Vocês vão ver muito por aqui casos em que compro um livro e levo 3 encarnações pra resolver ler, ou então começo a ler, paro e só volto em ano bissexto. Afterworlds foi mais um menos uma mistura dos dois e eu nem sei porquê, já que a leitura não estava chata. Uma hora começou a me incomodar ele parado lá no Goodreads e criei vergonha na cara. Ainda bem, porque foi uma das coisas mais maravilhosas que eu já li. Não que isso seja tão surpresa assim, considerando meu amor pelo Scott Westerfeld até quando o livro dele é mediano. A questão é que Afterworlds me pegou pelo tanto que me vi representada nos questionamentos e nas dúvidas da Darcy. Não só eu, aliás. Eu vi ali tantas discussões e tweets e textos e conversas e surtos que amigas e amigos meus já tiveram e que eu presenciei.

Entre ter escrito seu livro em um mês, se mudado para Nova York pra revisar e escrever a continuação e finalmente o lançamento, Darcy passa por todos os estágios que praticamente todos os autores de livros young adult já passaram. As dúvidas sobre ter ou não feito uma boa representação de coisas e pessoas, o nervoso que dá quando a escrita empaca, descobrir como essa indústria funciona e principalmente, a síndrome do impostor. Essa coisa de não saber se merece mesmo se considerar escritor, se sequer pode ser chamado de escritor, e se aquele livro for a única coisa que ele vai escrever a vida toda?, e se nunca mais conseguir escrever algo com a mesma qualidade?, e se o livro não tem qualidade nenhuma e as pessoas só não perceberam isso ainda?, e se a recepção a ele for horrível e ninguém gostar?. Todo mundo que escreve ou já tentou escrever um livro eventualmente vai se deparar com essa ideia fixa de que de algum modo a gente tá enganando todo mundo porque nossa capacidade de escrever no final das contas ou não existe ou tá sendo seriamente superestimada.

Escrever um livro é um negócio dolorido por isso. Não é só a dificuldade em criar personagens, encaixar as cenas, cumprir os prazos e fazer o plot funcionar e ficar coerente. É o tempo todo ter que lidar com essa sensação de ser um embuste em forma de caneta e papel. E a Darcy vive tudo isso enquanto o leitor acompanha e aprende também algumas coisas sobre como funciona a publicação de um livro, além do amadurecimento da própria Darcy. O Westerfeld não podia ter botado isso no papel de maneira melhor. E ainda nos deu um exemplo bem legal de como se traz diversidade pra literatura young adult sem criar estereótipos (a Darcy é descendente de indianos e lésbica e ainda temos um ship maravilhoso pra torcer).

Uma sacada ótima do livro é exemplificar tudo isso na forma da história que Darcy escreve, cuja protagonista é Lizzie, Afterworlds (que por acaso também é o nome do livro da protagonista) intercala os capítulos entre a vida da Darcy e os capítulos do livro que ela escreve. No começo não tive tanto interesse assim pelos capítulos da Lizzie porque estava mais interessada em saber sobre a própria Darcy. Só que quando ela começa a falar mais sobre a revisão do livro e conversa com os autores que ela vai conhecendo, fica mais claro o motivo da escolha de colocar os capítulos da Lizzie: ver a evolução da história que a Darcy escreve. Muitas vezes o leitor acaba um capítulo da Lizzie e no seguinte a Darcy comenta como um determinado aspecto daquele capítulo tinha sido escrito de outro jeito, mas ela mudou na revisão (que é o que o leitor acabou de ler). Não sei se consegui me expressar direito, mas é quase como se desse pra acompanhar junto com a Darcy o processo de revisão do Afterworlds dela.

É a leitura perfeita pra qualquer pessoa que tenha algum interesse por escrita ou por saber pelo que passam seus escritores preferidos de young adult.

Aquelas imbecilidades que a gente jura que nunca vai fazer mas um dia faz


Daí que tem umas coisas que às vezes aparecem em textos, posts, histórias, seriados, com a amiga da amiga da vizinha, tanto faz, que a gente olha e pensa "mas gente, como que essa criatura de deus fez isso?" e aí declara com aquela certeza que só gente iludida na vida tem: "eu nunca ia fazer uma estupidez dessa". Somos pessoas evoluídas. Algumas imbecilidades a gente simplesmente não faz.

Até que vai lá e faz.



Ontem eu resolvi jogar molho na comida. De tomate mesmo, desses prontos. Mas sou esse tipo de entojada que bate o molho pronto no liquidificador porque não suporta cebola. Então eu fui bater o molho no liquidificador. Insira aqui o meme do nada acontece, feijoada porque problema não foi aqui. O problema foi depois.

Eu não usei o molho todo, então fui guardar o resto num pote. Fui tirar a jarra do liquidificador que tinha o resto do molho, e aí, meus amores. A vida, essa coisa maravilhosa que às vezes decide que vai simplesmente acontecer.

Aí eu achei uma boa ideia apoiar o dedo no botão de ligar do liquidificador.

Que ligou.

Sem tampa.

Com molho dentro.


Tá, o gif é um exagero. O liquidificador ficou ligado por uns 3 segundos antes de eu perceber o que se passava e desligar a tempo de evitar uma desgraça maior. Respingos aconteceram na mesa, na parede, num vaso, na minha cara e no meu cabelo, mas nada de mais porque nem tinha tanto molho assim dentro. Só que isso não impediu que eu ficasse um tempo olhando pro liquidificador, pensando na situação, numa coisa meio
eu
não

crendo.

Agora eu fico paranoica, pensando qual vai ser a próxima estupidez que eu jurei que nunca ia fazer que eu vou fazer e querer depois arrancar minha própria língua de raiva.

A vida, essa desaplaudida.

A CABEÇA DO SANTO


›› autora: socorro acioli
›› editora: companhia das letras
›› ISBN: 9788535923698
›› número de páginas: 166
›› onde comprar: cultura | saraiva | amazon
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sinopse: sob o sol torturante do sertão do Ceará, Samuel empreende uma viagem a pé para encontrar o pai que nunca conheceu. Ele vai contrariado, apenas para cumprir o último pedido que a mãe lhe fez antes de morrer. Quando chega á cidade quase fantasma de Candeia, encontra abrigo num lugar curioso: a cabeça gigantesca de uma estátua inacabada de santo Antônio, que jazia separada do resto do corpo. Coisas extraordinárias começam a acontecer depois que Samuel descobre ter o dom de ouvir as preces e os segredos do coração das mulheres das redondezas, que não param de reverberar da cabeça do santo.

Já tinham me recomendado A cabeça do santo uns anos atrás dizendo que provavelmente eu ia adorar, mas por alguma razão qualquer acabei não lendo. O interesse acabou voltando, me deu um siricutico, comprei e ele ficou um tempão na estante até que criei vergonha na cara de ler. Se eu tivesse sido menos trouxa, teria lido antes. Quem me recomendou lá no começo tinha razão: adorei praticamente tudo.

De certo modo, o livro me lembrou um pouco um outro livro da mesma autora, Inventário de segredos, na ideia de que pessoas sempre escondem segredos. E todos os personagens de A cabeça do santo, em maior ou menor escala, têm alguma coisa a esconder que acaba vindo à tona por causa da chegada de Samuel à cidade de Candeia. Ele é o catalisador de todos os eventos que acabam mudando a vida de todos os personagens.

Gostei de como a autora lidou com essa parte de fantasia. Não espere grandes explicações: as coisas acontecem assim porque sim, e essa, pra mim, foi a graça da coisa. O motivo das vozes na cabeça do santo é o que menos interessa, mas sim a reação das pessoas. Religião é um tema bem presente na história, mas de forma leve e sem tom de julgamento. Todos os personagens tem algum propósito ali, e de alguns até queria saber mais. Não criei um amor tão grande neles, mas isso não é um defeito. É que me apeguei muito mais à história e seu desenvolvimento do que aos personagens, e isso não é um acontecimento tão anormal pra mim. Já aconteceu com várias outras histórias que gostei muito.

Até cheguei a colocar A cabeça do santo no post de livros que queria que virassem minisséries, porque essa foi exatamente a sensação que tive ao longo da leitura. Foi muito fácil imaginar como tudo aquilo ficaria ótimo na tv, numa coisa que me lembrou bastante O auto da compadecida e Lisbela e o prisioneiro. Também me pareceu o tipo de livro que seria legal pra ser usado em sala de aula. 

Acho que só encrenquei um pouquinho em dois pontos. O primeiro foi com os diálogos. Eles não são ruins, mas esperava um pouco mais de regionalismo presente. Isso aparece bastante nos cenários, mas achei que faltou nas falas. O segundo é com o final. Também não é ruim, mas não esperava que parasse naquele ponto específico. Não sei se isso pode ser considerado spoiler, mas por via das dúvidas vou botar o comentário em branco, quem quiser é só selecionar a frase: gostei bastante do final ser aberto e acho que não tinha como ser de outro jeito, mas algumas das perguntas que ficam podiam ter sido respondidas sem perder o efeito de final aberto, principalmente uma que confesso ter ficado meio "... poxa D:" por não saber qual o desfecho da situação. Mas esses dois pontos não são algum tipo de demérito da obra ou algo assim, são mais gosto pessoal mesmo. A cabeça do santo também me pareceu um ótimo começo pra quem quer conhecer o que a literatura nacional contemporânea tem a oferecer.